Ainda no Foursquare

Como usuário frequente do aplicativo do Foursquare para celular, sempre fiquei intrigado com as limitações que encontrava em algumas funcionalidades. Não entendia porque não era possível ajustar a categoria de um lugar ou deletar um amigo, por exemplo.

Só que recentemente decidi checar isso melhor e descobri que no site em sua verão para desktop é possível não só fazer essas coisas, como também algumas outras que até então não tinha considerado. Segue aqui uma lista de coisas que só são possíveis de serem feitas no site:

  • Deletar um amigo
  • Deixar de seguir alguém
  • Definir a categoria de um lugar já criado
  • Alterar categoria de lugares que você adicionou
  • Reivindicar a posse de determinado lugar
  • Saber que pessoas e amigos realizaram suas dicas e que pessoas e amigos pretendem realizar
  • Consultar as estatísticas semanal e mensal sobre seus check-ins
  • Participar de meetups
Outra dica legal é sobre os badges. Existem algumas páginas na Internet que apresentam a lista dos vários badges que o Foursquare e seus parceiros oferecem e que explicam como é possível conquistá-los. O site thekruser, especializado em dicas sobre o Foursquare, traz a lista completa dos badges, com as dicas necessárias para você conseguir conquistar a maior quantidade de badges que quiser. Alguns deles, é claro, estão relacionados a lugares nos EUA. Outros, já não estão mais ativos. Mas a coleção é tão grande que não é difícil encontrar um badge para você chamar de seu.

2012 é logo ali

FoursquareEm junho de 2010, Robert Scoble, do Building43.com escreveu um artigo para o Techcrunch onde, com uma certa dose de ousadia, ele imaginava o ano de 2012 como o ano da morte dos silos de informação. Ele, que na época contabilizava mais de 8.000 amigos no Foursquare, chegou descrever uma situação hipotética, de um dia a partir de informações e recomendações geolocalizadas, para exemplificar o que imaginava para o futuro. Mas, quando colocou em prática, verificou a falta de conexão entre os serviços e a integração com as ferramentas em favor do usuário.

De qualquer maneira, Robert diz acreditar que isso é possível e mostra exemplos de grandes empresas, como Apple e Google, só para citar dois gigantes da rede, que estão fazendo vários movimentos de aquisição e desenvolvimento, para oferecer ferramentas e funcionalidades que tragam conteúdo relevante baseado na nossa informação de localização. Mas a impressão que fica depois de ler o artigo é que talvez 2012 seja utópico demais para imaginar o fim dos silos.

Só que o ano de 2011 trouxe boas novas que mostram que Robert talvez não estivesse tão errado assim. Em janeiro, foram divulgados os (impressionantes) números do Foursquare em 2010, com mais de 3.400% de crescimento e cerca de 400 milhões de check-ins no mundo todo. Categorias ligadas ao consumo, como restaurantes, shoppings, viagem, noite e entretenimento se destacam e indicam um valor por trás do simples ato de informar uma localização. Dá para começar a “viajar”, sem precisar fumar um, e imaginar, como o Robert, a associação de informações a esse serviço, trazendo não só conteúdo, mas também dicas, críticas e benefícios extras. Para quem trabalha com produção de informação, é uma grande oportunidade de explorar esse potencial de consumo que só faz crescer.

Vale lembrar também as recentes mudanças no Facebook, como a inclusão da funcionalidade de localização, que com suas APIs e seus milhões de usuários, não só aumenta a quantidade de informação que a rede acumula, mas também aponta para a possibilidade dessa informação circular independente dos silos.

Parece que 2012 foi localizado. E acho que é logo ali.