Integrando redações no Estadão

A reboque de uma forte reestruturação interna, o Estadão anunciou há cerca de um mês a integração das redações (online e impresso).
Ousadia? Inovação? Hummm, não arrisco, mas tenho a impressão que é muito mais marketing que uma operação de fato pensada para fazer um jornalismo de melhor qualidade.
Falo isso sem qq dor-de-cotovelo ou remorso.
Para mim, o Estadão é o único jornal brasileiro que ainda traz algum atrativo e diferencial para o leitor do papel.
Mas o fato é que a companhia precisa enxugar e enxugar custos. E acaba vendo na integração uma forma de obter o bom e velho bordão do “mais por menos” (o NYT depois do lindo anúncio de integração anunciou que vai cortar 700 postos, uns 70 na redação).
É óbvio que de alguma forma será produzida uma nova forma de fazer online e impresso. Mas a reação dos coleguinhas foi péssima e não ouvimos notícia de nenhum trabalho visando melhoria da cultura interna ou análise dos novos processos pelos profissionais que vão dividir ombros e baias na única redação.
Por isso, insisto: sinergia mal pensada e conduzida é mais problema que solução.

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